RESUMO DA NOTÍCIA
⚖️🎓 Faculdade é condenada após encerrar atividades sem aviso adequado aos alunos
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) manteve a condenação de um grupo educacional por suspender as atividades de uma unidade em Belo Horizonte sem comunicação prévia eficiente aos estudantes. 🚨
O caso envolve um aluno do curso de Radiologia da Faculdade Uninassau, que descobriu pela imprensa que o campus seria fechado quando faltavam apenas três semestres para concluir a graduação.
Segundo o estudante, a mudança causaria prejuízos à formação acadêmica, já que a instituição indicada como alternativa oferecia aulas em formato diferente do contratado.
A instituição alegou que o fechamento ocorreu por “inviabilidade econômica” e afirmou ter indicado faculdades parceiras para receber os alunos.
Mas o TJMG entendeu que houve falha no dever de informação e quebra da boa-fé contratual.
📌 O relator destacou que quem se matricula em um curso superior cria a legítima expectativa de concluir a formação na própria instituição escolhida.
A indenização por danos morais foi mantida, mas reduzida:
➡️ De R$ 15 mil para R$ 8 mil
📌 Processo nº 1.0000.25.248941-4/001
NOTÍCIA
Um grupo educacional deve indenizar um universitário por suspender as atividades em Belo Horizonte sem a adequada comunicação prévia. A 20ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) manteve a condenação e deu parcial provimento ao recurso da instituição de ensino para reduzir a indenização por, danos morais, de R$ 15 mil para R$ 8 mil.
O aluno acionou a Justiça argumentando que firmou contrato com a Faculdade Uninassau, no início de 2022, para cursar Radiologia. Em junho de 2023, faltando três semestres para a formatura, alegou que descobriu, por meio de reportagem na imprensa, que a instituição interromperia as atividades no campus e indicaria escolas parceiras para quem quisesse se matricular.
O estudante argumentou que sofreria prejuízos na formação acadêmica, já que a faculdade indicada como alternativa não teria aulas presenciais.
A Ser Educacional, responsável pela Uninassau, argumentou à Justiça que divulgou comunicado público informando sobre a decisão e apontou a necessidade de melhorias do espaço físico. Também classificou o fechamento como realinhamento estratégico devido à "inviabilidade econômica" e negou irregularidades na medida, além de indicar duas instituições que manteriam a mensalidade e a carga horária para os alunos.
Em 1ª Instância, a faculdade foi condenada a indenizar o estudante em R$ 15 mil por danos. Diante disso, as partes recorreram.
Dever descumprido
O relator do caso, desembargador Cavalcante Motta, ressaltou que "embora dotada de autonomia universitária, as instituições de ensino não podem lesar seus alunos. Não está isenta de agir sob a boa-fé contratual". Ele destacou que a instituição não fez o comunicado de maneira eficiente nem adotou medidas para minimizar o prejuízo dos alunos.
"Impertinente acolher a tese de que houve cumprimento do contrato. Aquele que se matricula em uma instituição de ensino com a intenção de fazer um curso técnico ou superior tem a expectativa de que o curso será oferecido em sua totalidade."
Em seu voto, defendeu a fixação de danos morais em R$ 8 mil para adequar o valor à jurisprudência adotada em casos semelhantes, considerando ainda a condição econômica da empresa.
A desembargadora Jaqueline Calábria Albuquerque e o desembargador Octávio de Almeida Neves seguiram o voto do relator.
O acórdão tramita sob o nº 1.0000.25.248941-4/001.
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