RESUMO DA NOTÍCIA
🚖⚖️ Motorista de aplicativo tem exclusão mantida pela Justiça após alto número de cancelamentos de corridas.
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) manteve a decisão que validou o desligamento de um motorista de aplicativo de transporte por descumprimento das regras da plataforma.
O condutor alegou que trabalhava desde 2016, possuía nota 4,9 ⭐ e quase 5 mil corridas realizadas, mas foi bloqueado sem aviso prévio no fim de 2022.
Já a empresa informou que, em apenas 30 dias, o motorista aceitou 49 corridas, mas concluiu somente 11. Segundo a plataforma, 36 viagens foram canceladas pelo próprio motorista.
A Justiça entendeu que o aplicativo apresentou provas suficientes por meio do sistema interno da empresa, demonstrando violação aos termos de uso aceitos pelo condutor.
📌 O relator destacou que o motorista tinha acesso prévio ao valor e ao trajeto das corridas, havendo indícios de aceitação sem intenção de concluir as viagens.
✅ Resultado: indenizações por danos morais e materiais foram negadas, e a exclusão da plataforma foi considerada legal.
📄 Processo nº 1.0000.25.331529-5/001
NOTÍCIA
A exclusão de um motorista por um aplicativo de transporte de passageiros foi mantida por decisão do 6º Núcleo de Justiça 4.0 – Cível Privado do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), ao analisar recurso contra sentença da Comarca de Pedro Leopoldo, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A empresa alegou que desligou o condutor devido ao alto número de cancelamento de viagens.
O motorista acionou a Justiça argumentando que era parceiro do aplicativo desde 2016 e tinha nota 4.9 (máximo de 5) em quase cinco mil corridas. Ele afirmou que, no fim de 2022, a plataforma o bloqueou permanentemente, sem aviso. Embora tenha questionado a empresa, não conseguiu retomar o acesso. Por isso, decidiu ingressar com ação alegando ter sido impedido de trabalhar.
A empresa argumentou que, em 30 dias, o motorista aceitou 49 corridas. Dessas, somente 11 foram concluídas, já que 36 foram canceladas pelo condutor e duas por passageiros. Assim, defendeu que o bloqueio foi legal por identificar violações aos termos de uso.
Em 1ª Instância, os pedidos de indenização por danos morais e materiais foram rejeitados. O juízo reconheceu que a empresa agiu no exercício regular de direito. Ao recorrer, o motorista justificou que os próprios clientes haviam cancelado as corridas.
O relator do caso, o juiz de 2º Grau Richardson Xavier Brant, ressaltou que o sistema interno apresentado pela empresa é prova válida para demonstrar o comportamento do motorista em ambiente digital. O alto número de cancelamentos em curto período configurou descumprimento das regras aceitas pelo condutor ao se cadastrar no aplicativo.
“É possível a rescisão unilateral do contrato em razão do descumprimento das cláusulas pactuadas. Diante dos números apresentados, somados à possibilidade de o motorista visualizar previamente o valor e o percurso da corrida, há indicativos de que o apelante aceitou viagens sem a intenção de concluí-las, conduta que configura violação ao Código de Conduta da Comunidade”, destacou o relator.
Os desembargadores Amauri Pinto Ferreira e Ricardo Cavalcante Motta acompanharam o voto do relator.
O acórdão tramita sob o nº 1.0000.25.331529-5/001.
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