RESUMO DA NOTÍCIA
⚽🏟️ TORCEDOR AGREDIDO NO MINEIRÃO SERÁ INDENIZADO EM R$ 10 MIL
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais manteve a condenação do Cruzeiro e da administradora do Mineirão ao pagamento de R$ 10 mil por danos morais a um torcedor que foi atingido na testa por uma cadeira arremessada durante uma partida de futebol.
O caso aconteceu em julho de 2022, durante o jogo entre Cruzeiro e Novorizontino. O torcedor assistia à partida ao lado da filha quando foi surpreendido pelo objeto lançado das arquibancadas.
Na Justiça, ele pediu indenização por danos morais e estéticos, alegando que sofreu agressão em um ambiente que deveria oferecer segurança aos espectadores.
Tanto o clube quanto a administradora do estádio tentaram afastar a responsabilidade pelo ocorrido, mas o TJMG entendeu que ambos possuem dever legal de garantir a segurança dos torcedores durante os eventos esportivos.
Para os desembargadores, o fato de uma cadeira ter sido removida e arremessada demonstra falha na prestação do serviço de segurança.
A decisão destacou ainda que o abalo moral sofrido pela vítima é evidente, já que ninguém espera ser agredido ao comparecer a um evento esportivo.
✅ Indenização mantida em R$ 10 mil.
NOTÍCIA
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) confirmou, em 2ª Instância, a condenação do Cruzeiro e da Minas Arena ao pagamento de R$ 10 mil em indenização, por danos morais, a um torcedor. A decisão foi proferida pela 14ª Câmara Cível.
O caso teve origem em um incidente ocorrido em 17 de julho de 2022, quando o homem, acompanhado da filha, foi atingido na testa por uma cadeira arremessada por torcedores no estádio Mineirão. Os dois acompanhavam a partida entre Cruzeiro e Novorizontino na arquibancada.
Após o ocorrido, o torcedor entrou na Justiça para pedir o pagamento de R$ 50 mil por danos morais e R$ 15 mil por danos estéticos.
Em sua defesa, o Cruzeiro informou que adotou todas as medidas exigidas para garantir a segurança dos torcedores na partida, conforme o Plano de Ação ajustado com a Polícia Militar e a Federação Mineira de Futebol (FMF).
O clube ainda disse que o incidente se deu por fato exclusivo de terceiro, o que excluiria sua responsabilidade objetiva. Alternativamente, pediu a redução do valor indenizatório.
A Minas Arena, responsável pela gestão do estádio Mineirão, alegou ilegitimidade passiva. A empresa invocou o Estatuto do Torcedor, que prevê que a responsabilidade pela segurança é da detentora do mando de jogo.
Em 1ª Instância, o pedido inicial foi julgado parcialmente procedente, condenando Cruzeiro e Minas Arena a indenizarem o torcedor em R$ 10 mil por danos morais. O juiz entendeu que houve falha na segurança do evento.
Ambas as partes recorreram ao TJMG. O desembargador relator, Marco Aurelio Ferenzini, rejeitou as preliminares de ilegitimidade passiva. Ele destacou que a Lei Geral do Esporte estabelece deveres objetivos e solidários de segurança aos organizadores, promotores e responsáveis diretos pela realização do evento esportivo.
O relator frisou que a Minas Arena, como concessionária responsável pela gestão do Mineirão, é corresponsável pela segurança. Já o Cruzeiro, como entidade mandante do jogo, tem o dever de organizar o evento e zelar pelos torcedores.
A decisão ressaltou que o dano foi causado por uma cadeira a qual foi removida e arremessada, caracterizando falha no serviço.
O desembargador também considerou inegável o abalo moral sofrido pelo torcedor, vítima de agressão em um ambiente que se presume seguro, e manteve o valor da indenização em R$ 10 mil.
Os desembargadores Nicolau Lupianhes Neto e Evangelina Castilho Duarte acompanharam o voto do relator.
A decisão está sujeita a recurso.
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