Claro. No Brasil, processar um banco pode fazer sentido quando houve uma cobrança indevida, fraude, desconto não autorizado, negativação indevida, bloqueio injustificado de conta, problema com empréstimo/financiamento, falha de segurança, entre outras situações.
O ponto principal é saber se você consegue demonstrar três coisas:
- O que o banco fez de errado por exemplo, cobrou uma dívida que você não reconhece;
- Qual foi o prejuízo financeiro, e em alguns casos também dano moral;
- Que você consegue provar o ocorrido extratos, contratos, mensagens, protocolos de atendimento, boletim de ocorrência, reclamações etc.
Antes de entrar com processo:
Muitas vezes vale tentar resolver administrativamente primeiro, especialmente se o problema puder ser corrigido rapidamente. Guarde os protocolos e respostas do banco, porque isso pode servir como prova posteriormente.
Dependendo do caso, também podem existir caminhos como Procon, Banco Central ou consumidor.gov.br, além do Judiciário.
E quando o processo costuma ser mais interessante?
- Por exemplo, se o banco retirou dinheiro da sua conta sem autorização;
- Por exemplo, se o banco fez um empréstimo que você não contratou;
- Por exemplo, se o banco manteve seu nome negativado mesmo depois de você pagar;
- Por exemplo, se o banco realizou uma cobrança indevida e não resolveu;
- Por exemplo, se o banco permitiu uma fraude apesar de falhas relevantes de segurança;
- Por exemplo, se o banco reteve seu dinheiro sem justificativa;
- Por exemplo, se o banco descumpriu alguma obrigação contratual causando prejuízo.
Mas nem todo erro do banco gera automaticamente indenização por dano moral. É preciso analisar as circunstâncias e as provas.
Se você tem alguma dúvida sobre Direito Bancário, conte conosco. Estamos à disposição para analisar o seu caso, esclarecer seus direitos e buscar a melhor solução para a sua situação.
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Editor responsável: Professor Izio Masetti

