RESUMO DA NOTÍCIA
📱⚖️ FACEBOOK É CONDENADO A INDENIZAR INFLUENCIADORA APÓS INVASÃO DE CONTA
O TJMG manteve a condenação do Facebook ao pagamento de R$ 10 mil por danos morais a uma influenciadora digital que teve sua conta invadida por criminosos.
Segundo o processo, os invasores alteraram os dados de acesso do perfil e passaram a utilizar a conta para aplicar golpes financeiros em seguidores e contatos da vítima.
A influenciadora afirmou que tentou recuperar o acesso por meio dos canais de suporte da plataforma, mas ficou mais de um mês sem conseguir utilizar sua conta.
Diante da falta de solução, ela recorreu à Justiça para recuperar o perfil e buscar reparação pelos prejuízos sofridos.
A empresa alegou que o problema teria ocorrido por falha da própria usuária na proteção dos dados de acesso. No entanto, o Tribunal entendeu que não houve comprovação dessa alegação.
📌 Para o relator do caso, a plataforma falhou na prestação do serviço ao permitir a invasão da conta e não solucionar o problema mesmo após diversas tentativas de contato da usuária.
O magistrado destacou que a influenciadora teve sua imagem e credibilidade profissional associadas a golpes praticados por terceiros, causando angústia e transtornos que ultrapassam meros aborrecimentos.
💰 Indenização mantida:
✔️ R$ 10 mil por danos morais
A decisão transitou em julgado e não cabe mais recurso.
NOTÍCIA
O 6º Núcleo de Justiça 4.0 – Cível Privado do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) condenou o Facebook a indenizar uma influenciadora digital que teve a conta invadida por criminosos para a aplicação de golpes financeiros.
A decisão confirmou sentença da Comarca de Guaxupé, no Sul de Minas, que fixou os danos morais em R$ 10 mil.
A usuária da rede social relatou, no processo, que teve o perfil invadido em agosto de 2024. Os nomes e os dados de acesso foram alterados, e a conta começou a ser usada pelos estelionatários para aplicar golpes financeiros.
Na ação, a mulher argumentou que tentou recuperar o acesso à plataforma por meio de ferramentas de suporte e contato, mas permaneceu por mais de um mês afastada da rede.
Como não conseguiu resolver o problema com a empresa, solicitou à Justiça uma tutela de urgência para o restabelecimento da conta, além de indenização por danos morais.
Em sua defesa, o Facebook argumentou que o problema teria decorrido de falha na guarda de dados de segurança pela própria usuária e por culpa de terceiros, e defendeu a inexistência de danos morais. Como a plataforma foi condenada em 1ª Instância, ela recorreu.
“Intimidade devassada”
O relator do recurso, juiz de 2º Grau Richardson Xavier Brant, não acolheu os argumentos da empresa e manteve a decisão.
O magistrado reforçou que a relação entre usuário e mídia social é regida pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC, Lei nº 8.078/1990), ainda que a usuária utilize o perfil para fins profissionais. Além disso, salientou que a falha na prestação do serviço permitiu a invasão da conta.
Também ressaltou que o Facebook não demonstrou que a falha de segurança decorreu de descuido da influenciadora, além de não ter tomado providências para corrigir a situação, apesar das tentativas de contato da mulher:
“A usuária teve sua intimidade devassada, além de suportar angústia ao ver seu nome, imagem e credibilidade profissional atrelados a esquemas de estelionato direcionados à sua rede de contatos.”
Os danos morais, fixados em R$ 10 mil, foram mantidos, “dada a sua nítida vulnerabilidade técnica e informacional perante a empresa de tecnologia, que atua como fornecedora de serviços, auferindo proveito econômico indireto com a base de dados e o tráfego gerado na rede social”.
Os desembargadores Amauri Pinto Ferreira e Cavalcante Motta concordaram com o relator.
O acórdão, que transitou em julgado, tramita sob o nº 1.0000.25.487678-2/001.
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