RESUMO DA NOTÍCIA
🚌⚖️ Justiça garante indenização após passageira perder prova por falha no transporte
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) manteve a condenação de uma empresa de ônibus ao pagamento de R$ 10 mil por danos morais a uma enfermeira que perdeu uma prova importante após falha no serviço.
A passageira havia comprado passagem de Três Corações para Campinas, com embarque previsto para a noite e chegada na madrugada. O objetivo era participar do Curso de Formação de Oficiais do Exército Brasileiro, com prova marcada para a manhã do dia seguinte.
No entanto, o ônibus não apareceu no horário previsto. A passageira aguardou por mais de três horas no ponto e, sem alternativa, acabou desistindo da viagem — e perdeu a oportunidade de realizar o exame.
A empresa alegou que não houve falha na prestação do serviço, mas o TJMG entendeu que ficou caracterizado o defeito na execução do transporte, já que não houve comprovação do cumprimento do embarque conforme o previsto.
⚖️ A decisão reconheceu que a situação ultrapassa um simples aborrecimento, pois a passageira perdeu uma oportunidade profissional importante.
Além da indenização por danos morais, a empresa também deverá devolver o valor da passagem.
NOTÍCIA
Uma enfermeira deverá ser indenizada por não ter conseguido fazer a prova escrita do Curso de Formação de Oficiais do Exército Brasileiro, após ficar mais de três horas no ponto aguardando o ônibus. A viação responsável pelo trecho deverá indenizar a consumidora em R$ 10 mil, por danos morais. A 15ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) manteve a sentença da Comarca de Três Corações.
A passageira comprou dois bilhetes no guichê da empresa em 14 de setembro de 2019, com previsão de embarque no Posto do Trevo de Três Corações e chegada ao destino, na cidade de Campinas, à 1h30 da madrugada de 15 de setembro do mesmo ano. O exame estava agendado para 8h desse dia, na Escola Preparatória de Cadetes do Exército.
A candidata chegou meia hora antes da saída do ônibus, mas, depois de esperar mais de três horas pelo coletivo, que não apareceu, não teve escolha senão “voltar para casa e arquivar o sonho de participar de um concurso vital para as suas pretensões”. Ela sustentou que a viação limitou-se a pedir desculpas e oferecer passagens para compensar o prejuízo causado.
A viação contestou a versão da consumidora, sustentando que ela não provou os fatos alegados e defendendo que o boletim de ocorrência era um documento unilateral. De acordo com a empresa, não houve falha na prestação de serviços, pois o veículo fez a parada regular no local de embarque, mas com atraso.
A 1ª Vara Cível da Comarca de Três Corações acolheu em parte o pedido da consumidora, condenando a empresa a indenizar a autoria da ação em R$ 10 mil, por danos morais, e a devolver o valor pago pelos bilhetes (R$ 131,76).
A companhia recorreu à 2ª Instância, sustentando que, se a prova era tão importante, a candidata deveria ter planejado uma chegada com antecedência para o caso de alguma eventualidade. O relator, desembargador Maurílio Gabriel, considerou caracterizada a prestação defeituosa de serviço, pois a empresa não comprovou que o veículo cumpriu o embarque conforme o previsto.
O magistrado reconheceu a existência de danos morais, porque a enfermeira deixou de realizar a prova de concurso para a qual se preparou e não pôde obter o que tanto almejava.
O voto do relator foi seguido pelos desembargadores Octávio de Almeida Neves e Lúcio Eduardo de Brito.
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