EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA ___ VARA CÍVEL DA COMARCA DE ___
NOME DO AUTOR, nacionalidade, estado civil, profissão, portador do RG nº ___ e CPF nº ___, residente e domiciliado à ___, por seu advogado (procuração anexa), vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, propor:
AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE NÃO FAZER C/C INDENIZAÇÃO POR DANOS AMBIENTAIS E DE VIZINHANÇA
(com pedido de tutela de urgência)
em face de:
NOME DO RÉU, nacionalidade, estado civil, profissão, portador do RG nº ___ e CPF nº ___, residente e domiciliado à ___, pelos fatos e fundamentos a seguir expostos:
I – DOS FATOS
O Autor é proprietário/possuidor do imóvel localizado à ___, confrontante com o imóvel do Réu.
Ocorre que o Réu vem desenvolvendo atividade em seu imóvel consistente em ___ (ex: emissão de fumaça tóxica, despejo de resíduos, poluição sonora, lançamento de efluentes, queima irregular, etc.), causando grave prejuízo ao meio ambiente e ao sossego, saúde e segurança do Autor e demais vizinhos.
Tal conduta caracteriza uso anormal da propriedade, nos termos do art. 1.277 do Código Civil, além de violar o direito fundamental ao meio ambiente ecologicamente equilibrado (art. 225 da Constituição Federal).
Apesar de tentativas extrajudiciais de solução, o Réu permanece inerte, mantendo a conduta lesiva.
II – DO DIREITO
1. Direito de Vizinhança
Nos termos do art. 1.277 do Código Civil:
“O proprietário ou possuidor de um prédio tem o direito de fazer cessar as interferências prejudiciais à segurança, ao sossego e à saúde dos que o habitam.”
A conduta do Réu configura interferência nociva, devendo ser cessada judicialmente.
2. Proteção Ambiental
A Constituição Federal (art. 225) assegura:
“Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado...”
Além disso, a Lei nº 6.938/81 (Política Nacional do Meio Ambiente) prevê a responsabilidade objetiva por danos ambientais.
Logo, o Réu responde independentemente de culpa pelos danos causados.
3. Responsabilidade Civil
Nos termos do art. 927 do Código Civil:
“Aquele que causar dano a outrem fica obrigado a repará-lo.”
No caso, estão presentes:
Conduta ilícita
Dano ambiental e individual
Nexo causal
4. Tutela de Urgência
Nos termos do art. 300 do CPC, estão presentes:
Probabilidade do direito: comprovada pelos fatos e documentos
Perigo de dano: continuidade da degradação ambiental
Assim, é necessária a concessão de tutela para cessar imediatamente a atividade lesiva.
III – DOS PEDIDOS
Diante do exposto, requer:
Concessão de tutela de urgência, determinando que o Réu:
cesse imediatamente a atividade poluidora, sob pena de multa diária;
A citação do Réu para contestar a ação;
Ao final, a procedência dos pedidos para:
confirmar a tutela de urgência;
condenar o Réu à obrigação de não fazer (cessar definitivamente a atividade nociva);
condenar o Réu à reparação dos danos ambientais;
condenar ao pagamento de indenização por danos morais e materiais;
Fixação de multa diária em caso de descumprimento;
Produção de provas, especialmente:
pericial ambiental
testemunhal
documental
Condenação do Réu ao pagamento de custas e honorários advocatícios.
IV – DO VALOR DA CAUSA
Dá-se à causa o valor de R$ ___.
V – DOS REQUERIMENTOS FINAIS
Termos em que,
Pede deferimento.
Local e data.
Advogado
OAB nº ___
OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:
📌Você pode adaptar o modelo conforme o tipo de poluição: sonora (bares, oficinas), atmosférica (queima, fumaça), hídrica (esgoto, resíduos);
📌Sempre que possível, anexar: fotos e vídeos, laudos técnicos ou ambientais e notificações extrajudiciais;
📌Em casos mais graves, pode ser cabível também: Ação Civil Pública (se houver interesse coletivo) com comunicação ao Ministério Público.
Fonte: Portal Comunicação Jurídica
Editor Responsável: Professor Izio Masetti

