na foto dj tocando na festa


RESUMO DA NOTÍCIA

🎧💍 DJ é condenado a indenizar noiva por falhas em casamento

A Justiça de Minas Gerais decidiu que um DJ deverá pagar R$ 5 mil de indenização por danos morais após faltar ao casamento de uma cliente e enviar outro profissional sem aviso prévio.

A noiva havia contratado o DJ especificamente para tocar em sua festa, incluindo iluminação especial e efeitos como máquina de fumaça. Porém, no dia do evento, outro profissional apareceu no lugar, sem qualquer consulta ou autorização.

O Tribunal entendeu que a contratação era personalíssima, ou seja, feita pela confiança e expectativa depositadas naquele profissional específico. Para os desembargadores, a situação gerou frustração e ultrapassou um simples descumprimento contratual.

⚖️ Resultado:
✔️ Reconhecimento de dano moral
✔️ Indenização fixada em R$ 5 mil
✔️ Decisão definitiva

📌 Contratos para eventos importantes devem ser cumpridos exatamente como combinado.



NOTÍCIA

A 14ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) reformou parcialmente sentença da Comarca de Juiz de Fora, na Zona da Mata, e estabeleceu que um DJ deve pagar a uma mulher indenização de R$ 5 mil, por danos morais, devido a falhas na prestação de serviço durante a festa do casamento dela.

Em janeiro de 2018, a então noiva contratou o profissional para trabalhar na recepção do casamento, marcada para junho do mesmo ano, em Juiz de Fora. Ficou definido que ela pagaria R$ 2,2 mil, divididos em duas parcelas iguais. O DJ se comprometeu a levar os equipamentos de som e a fazer uma iluminação especial, incluindo globos espelhados e máquina de fumaça.

Porém, na data prevista, os serviços foram realizados por outro profissional, sem consulta à noiva. No dia seguinte à festa, o DJ comunicou que havia se comprometido com outro evento que ocorreria no mesmo dia e, por isso, mandou outra pessoa em seu lugar. Pelo fato de a cliente e o profissional terem pactuado obrigação personalíssima, a mulher solicitou judicialmente indenização por danos morais.

O DJ alegou que se fez representar por outra pessoa, sem deixar de prestar o serviço contratado. Ele argumentou, ainda, que não compareceu à festa por culpa exclusiva da contratante, porque a festa terminou antes do combinado por iniciativa dela. Segundo o profissional, não houve dano e, portanto, não havia razão para indenizá-la.

Em 1ª Instância, o pedido da consumidora foi acatado e ficou determinado o pagamento de indenização de R$ 15 mil por danos morais. O DJ recorreu. O relator, desembargador Marco Aurelio Ferenzini, reformou a sentença para reduzir o valor do dano moral.

Ele considerou “compreensível o aborrecimento e incômodo sofrido”, considerando que se criou uma expectativa quanto à contratação de um profissional, que, na hora do evento, foi trocado, ocasionando frustração à cliente. Segundo o magistrado, tais transtornos não podem ser considerados mero descumprimento contratual, e configuram dano moral passível de indenização.

Os desembargadores Nicolau Lupianhes Neto e Evangelina Castilho Duarte concordaram com o relator.

A decisão transitou em julgado. 








#DireitoDoConsumidor #Casamento #DJ #Indenização #DanosMorais #Justiça #TJMG #Advocacia #Direito #Evento #Noiva