Excelentíssimo Senhor Ministro Presidente do Supremo Tribunal Federal
[LEGITIMADO ATIVO],
(por exemplo: Procurador-Geral da República / Governador / Partido Político com representação no Congresso Nacional / Confederação Sindical / Entidade de Classe de âmbito nacional),
com fundamento no art. 102, I, “a”, da Constituição Federal, vem, respeitosamente, propor a presente:
AÇÃO DIRETA DE
INCONSTITUCIONALIDADE (ADI)
com pedido de medida cautelar
em face da:
[NORMA IMPUGNADA]
(Lei/Decreto/Medida Provisória nº ___, de ___, do Estado/Município ___)
pelos fundamentos a seguir expostos:
I – DOS FATOS
A norma impugnada dispõe sobre [descrever o conteúdo da norma], promovendo alterações que impactam diretamente a proteção ambiental, especialmente no que se refere a:
[ex: flexibilização de licenciamento ambiental]
[ex: redução de áreas protegidas]
[ex: dispensa de estudos de impacto ambiental]
Entretanto, tais disposições violam frontalmente a Constituição Federal, ao fragilizarem o direito fundamental ao meio ambiente ecologicamente equilibrado.
II – DA LEGITIMIDADE ATIVA
O requerente possui legitimidade para propositura da presente ação, nos termos do art. 103 da Constituição Federal.
III – DO CABIMENTO
A presente ação é cabível, nos termos do art. 102, I, “a”, da Constituição Federal, por se tratar de controle concentrado de constitucionalidade de norma [federal/estadual].
IV – DO DIREITO
1. Violação ao direito fundamental ao meio ambiente
A Constituição Federal estabelece no art. 225:
“Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado...”
A norma impugnada afronta esse dispositivo ao permitir [descrever a violação], comprometendo a preservação ambiental.
2. Violação ao princípio da vedação ao retrocesso ambiental
A jurisprudência do STF reconhece que normas ambientais não podem retroceder na proteção já alcançada.
A norma questionada representa claro retrocesso ao:
reduzir padrões de proteção ambiental;
flexibilizar exigências legais essenciais;
comprometer o equilíbrio ecológico.
3. Violação aos princípios da prevenção e da precaução
A dispensa ou flexibilização de instrumentos como o Estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) viola os princípios da prevenção e precaução, amplamente reconhecidos no direito ambiental.
4. Violação à competência legislativa
Caso aplicável:
A norma invade competência da União para legislar sobre normas gerais ambientais (art. 24, VI, CF), criando conflito federativo.
V – DO PEDIDO DE MEDIDA CAUTELAR
Diante da relevância da matéria e do risco de dano irreparável ao meio ambiente, requer:
a concessão de medida cautelar para suspender imediatamente a eficácia da norma impugnada, até o julgamento final da ação.
VI – DOS PEDIDOS
Diante do exposto, requer:
O recebimento da presente ADI;
A concessão de medida cautelar;
A notificação da autoridade responsável pela edição da norma;
A oitiva da Advocacia-Geral da União e da Procuradoria-Geral da República;
Ao final, seja julgada procedente a ação para declarar a inconstitucionalidade da norma impugnada, com efeitos erga omnes e vinculantes.
VII – DAS PROVAS
Protesta por prova documental, juntando cópia da norma impugnada e demais documentos pertinentes.
VIII – DO VALOR DA CAUSA
Dá-se à causa o valor de R$ 1.000,00 (mil reais), para fins meramente fiscais.
Termos em que,
Pede deferimento.
[Local], [Data]
[Nome]
[Cargo / OAB]
OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:
📌Cite precedentes do STF sobre meio ambiente (ex: vedação ao retrocesso);
📌Destaque o risco de dano irreversível (urgência da cautelar);
📌Fundamente bem no art. 225 da CF;
📌Sempre analise a legitimidade ativa antes de propor.
Fonte: Portal Comunicação Jurídica
Editor Responsável: Professor Izio Masetti

