Excelentíssimo(a) Senhor(a) Doutor(a) Juiz(a) de Direito da ___ Vara da Fazenda Pública da Comarca de [CIDADE/UF]
[NOME DA PARTE AUTORA],
pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ nº [ ], com sede à [endereço completo], neste ato representada por seu advogado (procuração anexa), vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, com fundamento no art. 37, XXI, da Constituição Federal e na Lei nº 14.133/2021, propor a presente:
AÇÃO DE REEQUILÍBRIO ECONÔMICO-FINANCEIRO DE CONTRATO ADMINISTRATIVO
em face de:
[ENTE PÚBLICO RÉU],
pessoa jurídica de direito público interno, com sede à [endereço], pelos fatos e fundamentos a seguir expostos:
I – DOS FATOS
A parte autora firmou com o réu o Contrato Administrativo nº [ ], decorrente do processo licitatório nº [ ], cujo objeto consiste em [descrever objeto do contrato].
O ajuste foi celebrado em [data], com base em uma equação econômico-financeira que assegurava a adequada remuneração da contratada.
Entretanto, no curso da execução contratual, ocorreram fatos supervenientes, extraordinários e imprevisíveis — ou previsíveis, porém de consequências incalculáveis — tais como:
[Exemplo: aumento abrupto de insumos]
[Exemplo: variação cambial significativa]
[Exemplo: alteração legislativa relevante]
[Exemplo: pandemia, crise econômica, etc.]
Tais eventos impactaram diretamente os custos da execução contratual, rompendo o equilíbrio originalmente pactuado.
Apesar de tentativas administrativas de recomposição (protocolos nº [ ]), o réu permaneceu inerte ou indeferiu o pedido.
II – DO DIREITO
O art. 37, XXI, da Constituição Federal garante a manutenção do equilíbrio econômico-financeiro dos contratos administrativos.
A Lei nº 14.133/2021 prevê expressamente:
Art. 124: Os contratos administrativos devem manter as condições efetivas da proposta.
Além disso, o reequilíbrio é assegurado diante de:
Fatos imprevisíveis
Fatos previsíveis de consequências incalculáveis
Caso fortuito ou força maior
Fato do príncipe ou da administração
A situação narrada configura hipótese clássica de teoria da imprevisão, autorizando a recomposição da equação econômico-financeira.
A jurisprudência é pacífica no sentido de que:
“A Administração tem o dever de restabelecer o equilíbrio econômico-financeiro do contrato quando comprovada a ocorrência de fato superveniente extraordinário.”
III – DA NECESSIDADE DE REEQUILÍBRIO
A manutenção do contrato nas condições atuais implica:
Prejuízo excessivo à contratada
Violação ao princípio da equidade contratual
Possível inviabilização da execução contratual
O reequilíbrio é medida necessária para garantir:
Continuidade do serviço público
Justiça contratual
Segurança jurídica
IV – DA TUTELA DE URGÊNCIA (SE CABÍVEL)
Nos termos do art. 300 do CPC, requer-se tutela de urgência para:
Determinar a revisão imediata dos valores contratuais;
OU
Autorizar o pagamento provisório com base na nova equação econômico-financeira;
Perigo de dano: risco de paralisação do contrato e prejuízos irreversíveis.
Probabilidade do direito: demonstrada pela documentação anexa.
V – DOS PEDIDOS
Diante do exposto, requer:
A concessão de tutela de urgência (se aplicável);
A citação do réu para contestar a ação;
O reconhecimento do desequilíbrio econômico-financeiro do contrato;
A condenação do réu à recomposição da equação econômico-financeira, com:
Revisão dos valores contratuais;
Pagamento das diferenças retroativas;
A incidência de correção monetária e juros legais;
A condenação ao pagamento de honorários advocatícios;
A produção de todas as provas admitidas em direito.
VI – DO VALOR DA CAUSA
Dá-se à causa o valor de R$ [ ].
Termos em que,
Pede deferimento.
[Cidade], [data]
Advogado
OAB nº [ ]
OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:
📌Prazo: 120 dias contados da ciência do ato;
📌Não cabe dilação probatória;
📌Cabível contra ato de autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições públicas;
Fonte: Portal Comunicação Jurídica
Editor Responsável: Professor Izio Masetti

