Excelentíssimo(a) Senhor(a) Doutor(a) Juiz(a) de Direito da ___ Vara Agrária/ Cível da Comarca de _______
PROCESSO Nº: _______
INTERESSADO: (nome da entidade, associação, movimento social, Defensoria, MP, etc.)
PEDIDO DE INTERVENÇÃO EM CONFLITO COLETIVO AGRÁRIO
(com requerimento de mediação e medidas estruturais)
(NOME DO INTERESSADO), por seu representante legal (ou Defensoria Pública / Ministério Público / advogado), vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, com fundamento nos arts. 554, §1º, e 565 do CPC, bem como nos princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana, função social da propriedade (art. 5º, XXIII, CF) e diretrizes da política judiciária de tratamento adequado de conflitos fundiários, requerer sua:
INTERVENÇÃO NO CONFLITO COLETIVO AGRÁRIO,
pelos fatos e fundamentos a seguir expostos:
I – DOS FATOS
Trata-se de conflito coletivo agrário envolvendo área localizada em ________, objeto de disputa entre ________ (proprietário/posseiro) e ________ (grupo de trabalhadores rurais, comunidade tradicional, assentados, etc.).
O conflito possui natureza coletiva, envolvendo diversas famílias (aproximadamente ___), que ocupam/exploram a área para fins de subsistência, havendo risco de:
despejo forçado;
agravamento de vulnerabilidade social;
violação de direitos fundamentais.
A situação exige abordagem diferenciada, com solução estrutural e dialogada.
II – DA NATUREZA COLETIVA DO CONFLITO
Nos termos do art. 565 do CPC, o presente caso caracteriza-se como conflito coletivo pela posse de imóvel, exigindo:
tratamento processual adequado;
participação de instituições públicas;
estímulo à autocomposição.
Além disso, a matéria envolve direitos fundamentais, como:
moradia;
trabalho;
dignidade humana;
função social da propriedade.
III – DA NECESSIDADE DE INTERVENÇÃO INSTITUCIONAL
Diante da complexidade do conflito, requer-se a atuação coordenada dos seguintes órgãos:
Ministério Público;
Defensoria Pública;
INCRA;
Órgãos de política agrária e fundiária;
Município/Estado (assistência social e políticas públicas).
A intervenção busca evitar soluções meramente coercitivas, priorizando medidas estruturais e sustentáveis.
IV – DA MEDIAÇÃO E SOLUÇÃO CONSENSUAL
Nos termos do art. 3º, §§2º e 3º do CPC e da Resolução CNJ nº 510/2023, requer:
designação de audiência de mediação coletiva;
suspensão de medidas liminares possessórias até tentativa de composição;
criação de mesa de negociação institucional.
V – DAS MEDIDAS URGENTES E ESTRUTURAIS
Requer, ainda:
Suspensão de eventual ordem de despejo, até conclusão de mediação;
Garantia de não utilização de força policial desproporcional;
Levantamento socioeconômico das famílias envolvidas;
Atuação do INCRA para análise de:
regularização fundiária;
criação de assentamento, se cabível;
Garantia de acesso a:
água;
alimentação;
serviços básicos.
VI – DOS FUNDAMENTOS CONSTITUCIONAIS
A Constituição Federal assegura:
Função social da propriedade (art. 5º, XXIII);
Direito à dignidade humana (art. 1º, III);
Redução das desigualdades sociais (art. 3º, III);
Política agrícola e reforma agrária (arts. 184 e 186).
A solução do conflito deve observar tais diretrizes.
VII – DOS PEDIDOS
Diante do exposto, requer:
O recebimento do presente pedido de intervenção;
O reconhecimento da natureza de conflito coletivo agrário;
A intimação de:
Ministério Público;
Defensoria Pública;
INCRA;
demais órgãos competentes;
A designação de audiência de mediação coletiva;
A suspensão de medidas possessórias liminares, se existentes;
A adoção de medidas estruturais e humanizadas para solução do conflito;
Ao final, solução que respeite a função social da propriedade e os direitos das comunidades envolvidas.
VIII – PROVAS
Protesta por todos os meios de prova, especialmente:
documental;
testemunhal;
estudos técnicos e socioeconômicos.
IX – VALOR DA CAUSA
Dá-se à causa o valor de R$ _______.
Termos em que,
Pede deferimento.
Local e data
Nome do advogado / Defensoria / MP
OAB nº _______
Site: Portal Comunicação Jurídica
Fonte da postagem: comunicacaojuridica.com.br
Editor responsável: Professor Izio Masetti

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