Excelentíssimo(a) Senhor(a) Juiz(a) Federal da ___ Vara Federal da Seção Judiciária de ________
AUTOR:
Nome completo, nacionalidade, estado civil, profissão, portador do RG nº ___ e CPF nº ___, residente e domiciliado à _________.
RÉUS:
INCRA, autarquia federal, com sede à _______;
União Federal, representada pela Advocacia-Geral da União.
I – DOS FATOS
O Autor é legítimo proprietário do imóvel rural denominado “__________”, com área de ___ hectares, localizado no Município de ________, devidamente registrado sob matrícula nº ___ no Cartório de Registro de Imóveis competente.
Ocorre que o referido imóvel foi objeto de procedimento administrativo instaurado pelo INCRA, culminando com sua declaração como improdutivo e posterior edição de Decreto Presidencial que o declarou de interesse social para fins de reforma agrária.
Entretanto, tal ato é ilegal e inconstitucional, pois o imóvel:
É produtivo, atendendo aos índices de produtividade fixados;
Cumpre a função social da propriedade, conforme art. 186 da Constituição Federal;
Foi avaliado de forma equivocada pelo INCRA, com vícios técnicos e procedimentais.
II – DO DIREITO
1. Da Função Social da Propriedade
Nos termos do art. 5º, XXIII, e art. 186 da Constituição Federal, a propriedade rural que cumpre sua função social não pode ser desapropriada para fins de reforma agrária.
O imóvel do Autor atende aos requisitos constitucionais:
Aproveitamento racional e adequado;
Utilização adequada dos recursos naturais;
Observância das relações de trabalho;
Exploração que favorece o bem-estar.
2. Da Produtividade do Imóvel
A Lei nº 8.629/93 estabelece critérios objetivos para aferição da produtividade rural.
O imóvel do Autor supera os índices de produtividade (GUT e GEE), conforme demonstram os documentos anexos (laudos técnicos, notas fiscais, produção agrícola, etc.).
Assim, a classificação como improdutivo é manifestamente ilegal.
3. Dos Vícios no Procedimento Administrativo
O procedimento conduzido pelo INCRA apresenta irregularidades, tais como:
Ausência de contraditório e ampla defesa;
Laudo técnico inconsistente;
Erro na medição da área;
Desconsideração de áreas produtivas.
Tais vícios violam o art. 5º, LV, da Constituição Federal.
4. Da Indenização Injusta (Subsidiário)
Caso não seja anulada a desapropriação, o valor da indenização ofertado é inferior ao valor real do imóvel, em afronta ao art. 184 da Constituição Federal, que exige justa indenização.
III – DA TUTELA DE URGÊNCIA
Requer a concessão de tutela de urgência para:
Suspender os efeitos do Decreto expropriatório;
Impedir a imissão provisória na posse pelo INCRA;
Diante do perigo de dano irreparável, consistente na perda da posse e exploração do imóvel.
IV – DOS PEDIDOS
Diante do exposto, requer:
A concessão de tutela de urgência;
A citação dos Réus para contestarem a ação;
A declaração de nulidade do Decreto de desapropriação;
Subsidiariamente, a revisão do valor da indenização;
Condenação dos Réus ao pagamento de custas e honorários;
Produção de todas as provas admitidas em direito, especialmente pericial.
V – DO VALOR DA CAUSA
Dá-se à causa o valor de R$ ________.
VI – DOS REQUERIMENTOS FINAIS
Termos em que,
Pede deferimento.
Local e data.
Advogado
OAB nº _______
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Fonte da postagem: comunicacaojuridica.com.br
Editor responsável: Professor Izio Masetti

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