O princípio da impessoalidade, previsto no art. 37 da Constituição Federal, determina que a Administração Pública atue de forma neutra, imparcial e objetiva, visando exclusivamente o interesse público. Veda favorecimentos, perseguições e a promoção pessoal de agentes, garantindo isonomia, concursos públicos e proibindo o nepotismo.
Principais Aspectos e Aplicações:
Finalidade Pública: Os atos administrativos devem visar apenas o interesse coletivo, proibindo o uso da máquina pública para fins pessoais ou de terceiros.
Igualdade/Isonomia: A administração deve tratar todos os administrados de forma igualitária, sem distinções, preconceitos ou privilégios.
Vedação à Promoção Pessoal: É proibido utilizar nomes, símbolos ou imagens de autoridades ou servidores em campanhas, obras ou serviços públicos para promoção individual.
Proibição do Nepotismo: A nomeação de parentes para cargos de confiança (nepotismo) é vedada, sendo um dos exemplos mais claros de violação, conforme a Súmula Vinculante nº 13 do STF.
Concursos e Licitações: O princípio fundamenta a obrigatoriedade de concursos públicos para cargos efetivos e licitações para contratos, assegurando impessoalidade na seleção.
Conceitos Relacionados:
A impessoalidade se confunde com o princípio da finalidade (agir apenas para o fim legal) e é uma extensão do princípio da igualdade. Refere-se à atuação do agente público como um representante do Estado, e não em seu próprio nome.

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