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McDonald`s: TST nega adicional noturno a cargo de confiança em rede de lanchonetes

McDonald`s rede de lanchonetes


A Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho julgou indevido o pagamento de adicional noturno a um ex-empregado da rede de lanchonetes McDonald`s durante o período em que ocupou cargo de confiança. O relator, ministro João Oreste Dalazen, afirmou que a CLT (artigo 73) assegura esse direito ao trabalhador que presta serviço entre 22h e 5h, porém faz exceção a situações de trabalho em que o controle de jornada revela-se impraticável. O artigo 62 inclui nessa condição os trabalhadores que exercem atividade externa e também os gerentes, diretores e chefes de departamento.

A empresa havia sido condenada, pelo Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (2ª Região), ao pagamento do adicional noturno referente ao trabalho realizado no período de 22h e 24h. A jornada dele tinha início às 15h. A McDonald`s alegou que cargos de confiança não fazem jus ao adicional noturno e teve recurso provido pela Primeira Turma do TST.

Comprovado que ocupava o cargo de segundo assistente de gerente na loja localizada no Shopping Raposo, em São Paulo, o ex-empregado enquadra-se na exceção prevista na CLT, disse Dalazen.

A McDonald`s também obteve provimento ao recurso em relação à correção monetária do débito trabalhista. Sentença confirmada pelo TRT-SP havia determinado a incidência da correção monetária a partir do mês de prestação de serviços. Para o TRT-SP, a possibilidade de a empresa pagar os salários até o quinto dia útil é faculdade concedida pela lei para cumprimento da obrigação, mas não pode favorecer o inadimplente.

Dalazen divergiu dessa tese: a correção monetária começa a fluir a partir do momento em que a parcela salarial torna-se legalmente exigível. O vencimento da obrigação de natureza salarial, segundo a lei, é o quinto dia útil do mês subsequente e, em razão disso, o mês seguinte há de ser tomado como marco para a incidência da correção monetária, explicou Dalazen. 
 

FONTE DA NOTÍCIA: Tribunal Superior do Trabalho (TST).

http://www.tst.jus.br

 

 



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