Ticker

6/recent/ticker-posts

Petrobrás: Petroleiros entregam dossiê de lista negra contra Petrobrás

O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Francisco Fausto, recebeu um dossiê com documentos e depoimentos de testemunhas que denunciam a utilização de listas negras com nomes de trabalhadores pela Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobrás). O dossiê foi entregue pelo presidente do Sindicato dos Petroleiros de Santos, Alexandre Jatczak Almeida, e pelo advogado do sindicato, Martius Sávio.

O dossiê entregue a Francisco Fausto é composto de declarações de trabalhadores da empresa e documentos compilados desde 1997 que indicam que a Petrobrás estaria utilizando cadastros discriminatórios com nomes de empregados que possuem ações ajuizadas na Justiça do Trabalho. Foram anexados ao dossiê uma ação civil pública ajuizada contra a companhia pelo Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro e outros três procedimentos investigatórios em trâmite no Estado de São Paulo.

O presidente do sindicato dos petroleiros santistas considera um absurdo a ocorrência desse tipo de prática pela Petrobrás e afirmou que o objetivo da entrega do dossiê é dar celeridade às investigações. Para nós, o fato de a Petrobrás lançar mão de listas negras para fazer a seleção de petroleiros é tão grave quanto a utilização do trabalho escravo, prática contra a qual o presidente do TST vem tomando medidas enérgicas, afirmou Alexandre Jatczak Almeida.

Martius Sávio acrescentou que a intenção do sindicato é reunir um número maior de documentos para o dossiê e apresentar uma queixa contra a Petrobrás junto à Organização Internacional do Trabalho (OIT). Para o advogado, a utilização das listas incorre em discriminação contra os trabalhadores e viola os princípios de direitos humanos estipulados pela OIT.

Impedir o trabalhador de ir à Justiça para defender os próprios direitos é o mesmo que colocá-lo em uma masmorra, acrescentou o advogado do Sindicato dos Petroleiros de Santos.


 

FONTE DA NOTÍCIA: Tribunal Superior do Trabalho (TST).

http://www.tst.jus.br

 

 




Postar um comentário

0 Comentários